Waldir Azevedo nasceu em 1923 na cidade do Rio de Janeiro, no bairro da Piedade, e passou a infância e a adolescência no bairro do Engenho Novo. Manifestando interesse em música ainda criança, Waldir conseguiu comprar uma flauta transversal aos sete anos de idade. No carnaval de 1933, aos 10 anos de idade, apresentou-se em público pela primeira vez, como flautista, tocando "Trem Blindado", de João de Barro, no Jardim do Méier. Já adolescente, conheceu um grupo de amigos que se reunia aos sábados para tocar e, por influência deles, acabou por trocar a flauta pelo bandolim. Pouco tempo depois trocou o bandolim pelo cavaquinho, instrumento que deixou de lado quando o violão elétrico ganhou projeção no Brasil. Certo dia recebeu um telefonema de um amigo avisando de uma vaga no grupo de Dilermando Reis, em um programa da Rádio Clube do Brasil. Tocou no grupo durante dois anos, após o que acabou assumindo sua liderança, com a saída de Dilermando em 1947. Durante a década de 1950 fez grande sucesso com composições como "Brasileirinho", "Pedacinhos do Céu", "Chiquita" e "Vê Se Gostas", e as composições de Waldir o projetaram internacionalmente. Compôs junto com Aloísio de Oliveira o baião "Delicado", gravado por Carmen Miranda em 1954, o qual se tornou um grande sucesso, como também um clássico da música popular, tornando-se um recordista de vendagens em 78 rpm e entrando para o hit parade da revista americana Cash box como uma das mais vendidas em todos os tempos. Durante 11 anos viajou com seu conjunto por países da América do Sul e Europa, incluindo duas viagens patrocinadas pelo Itamaraty na Caravana da Música Brasileira.
Em uma viagem ao Egito, se emocionou quando ao adquirir um uma caixinha musical para trazer como souvenir para sua esposa, o som era o brasileirinho, de sua autoria. Suas composições tiveram gravações no Japão, Alemanha e Estados Unidos, onde Percy Faith e sua orquestra atingiram a marca de um milhão de cópias vendidas com uma gravação de Delicado. Waldir chegou a participar de um programa na B.B.C. de Londres, Inglaterra, transmitido para 52 países.Teve 132 músicas gravadas, entre chorinhos, valsas e baiões, lançou 20 LPs (um deles com Jacó do Bandolim) e cerca de 50 discos de 78 rpm. Waldir Azevedo, Em 1971, sai do Rio de Janeiro, sua cidade natal, para morar em Brasília, onde sofre um sério acidente ao manusear um cortador de grama e tem parte de seu dedo anelar da mão esquerda decepado. No hospital foi constatada a falta da falange. Com á localização da falange dentro de um cesto de lixo de sua casa e a realização de cirurgia para o reimplante entre outras cirurgias de caráter corretivo, bem como com cansativos exercícios de fisioterapia, conseguiu o que parecia impossível: voltar a tocar plenamente o seu cavaquinho e retornar a música brasileira. Em 1976, gravou o LP "Minhas Mãos, Meu Cavaquinho" acrescentando ao final do choro "Minhas Mãos, Meu Cavaquinho" os acordes da "Ave Maria" de Gonoud, em agradecimento a Deus por ter permitido que retornasse a executar o cavaquinho, pois tudo indicava para o encerramento da carreira. Waldir Azevedo, ainda em Brasília, passou a conviver com vários chorões da cidade e foi um dos fundadores do Clube do Choro de Brasília e participando de todas as rodas de choro.Duas semanas antes de Waldir Azevedo iniciar as gravações de seu novo disco, sofreu uma indisposição, tendo que ir para a cidade de São Paulo, sendo internado para tratamento hospitalar na Beneficência Portuguesa, quando em 20 de setembro de 1980, viria a falecer, retornando a capital Federal somente para as cerimônias fúnebres. Foi enterrado ao som de "Pedacinhos do céu"de sua autoria.
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